Antônia
Ele foi calculadamente charmoso, calculadamente encantador e calculadamente gentil.
Acordou no dia seguinte e percebeu que tudo aquilo era fingimento. Dele ou dela - não importa - não se sentia mais o mesmo. Nunca foi o mesmo.
As coisas acabam. Não existe motivo para sofrimento. É como aqueles dez minutos antes da explosão... Tudo vai voltar ao pó.
Apenas se tranque em si mesmo e nada, nunca poderá te atingir. Nem a explosão.
domingo, 5 de janeiro de 2014
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Um dia ela acordou e não sabia mais onde estava. Aquele quarto escuro, com enormes janelas sem luz e o chão frio traziam alguma memória, mas por mais que ela tentasse, tudo parecia muito longe de tudo que já tinha visto.
No outro dia, ela acordou perdida novamente. Parecia estar em outro cômodo da casa, com outra idade e outro rosto. Mas aquela sensação de estar sendo observada era a mesma. O mesmo sentimento de euforia e excitação que tomava conta dela tantas outras vezes, quando as noites não tinham fim, e faziam com que ela agisse como sempre quis: sem medo algum.
A cada dia, uma nova descoberta. A cada manhã, um novo lugar, uma nova pessoa e uma nova descoberta. Só então ela percebeu que já conhecia tudo aquilo. Aqueles cheiros, gostos, sentidos, eram todos muito familiares. Foi então que ela percebeu... que sentia falta de si mesma. Tinha se perdido no meio de tantos desejos não realizados, que esqueceu de si. Lembrou tanto de tudo, que se perdeu.
No outro dia, ela acordou perdida novamente. Parecia estar em outro cômodo da casa, com outra idade e outro rosto. Mas aquela sensação de estar sendo observada era a mesma. O mesmo sentimento de euforia e excitação que tomava conta dela tantas outras vezes, quando as noites não tinham fim, e faziam com que ela agisse como sempre quis: sem medo algum.
A cada dia, uma nova descoberta. A cada manhã, um novo lugar, uma nova pessoa e uma nova descoberta. Só então ela percebeu que já conhecia tudo aquilo. Aqueles cheiros, gostos, sentidos, eram todos muito familiares. Foi então que ela percebeu... que sentia falta de si mesma. Tinha se perdido no meio de tantos desejos não realizados, que esqueceu de si. Lembrou tanto de tudo, que se perdeu.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Paciência
Paciência.
Nunca fui adepta dessa palavra. Esperar não faz parte do meu vocabulário.
Minha vida, meu amor, minha raiva, minha felicidade e minha mágoa vivem o hoje. Não esperam para aflorar amanhã, nesse dia, nada faz mais sentido, já é passado embrulhado em peixe de feira.
Quem espera padece e vive a vontade do que os outros criam e realizam. Cansei de expectativas alheias e desejos de terceiros. Eu quero, eu desejo.
“…Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nadae mesmo assim me sentircomo se estivesse plena de tudo.”Clarice Lispector
Nunca fui adepta dessa palavra. Esperar não faz parte do meu vocabulário.
Minha vida, meu amor, minha raiva, minha felicidade e minha mágoa vivem o hoje. Não esperam para aflorar amanhã, nesse dia, nada faz mais sentido, já é passado embrulhado em peixe de feira.
Quem espera padece e vive a vontade do que os outros criam e realizam. Cansei de expectativas alheias e desejos de terceiros. Eu quero, eu desejo.
“…Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nadae mesmo assim me sentircomo se estivesse plena de tudo.”Clarice Lispector
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Às vezes ela só fica ali esperando o mundo passar e mudar até que algo dentro dela também mude. Outras, ela corre, grita, se desespera enquanto todos estão caminhando à sua frente.
Deixe a flor murchar, a grama ficar mais verde, o terreno desmoronar. Agora, tudo é como simplesmente é. As folhas ainda podem ser banhadas de ouro pelo sol, o vento vai cortar suas lágrimas, e no fim, ele estará ali.
Deixe a flor murchar, a grama ficar mais verde, o terreno desmoronar. Agora, tudo é como simplesmente é. As folhas ainda podem ser banhadas de ouro pelo sol, o vento vai cortar suas lágrimas, e no fim, ele estará ali.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Liberdade poética
"Não serei sacana falando que os erros de português desse texto são
liberdades poéticas. Mas podem ser vistos como jeitos. Esse é o meu. E
eu acho que defeito é deliciosamente mais cotidiano do que a chata
perfeição".
Lindo né?! E bem menos vergonhoso do que o discurso do Paulo Coelho
Lindo né?! E bem menos vergonhoso do que o discurso do Paulo Coelho
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